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Juiz manda soltar autores de duplo homicídio em Anápolis e determina investigação contra policiais militares

O juiz da 3ª Vara Criminal de Anápolis determinou a soltura dos dois homens apontados como autores do duplo homicídio ocorrido no último domingo (18), em uma distribuidora de bebidas na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Maracanã, em Anápolis. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (19). O crime vitimou Hiago Almeida dos Santos e Ana Carolina Maia Nogueira, de 24 anos, executados a tiros por dois indivíduos que chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta. Hiago morreu no local, enquanto Ana Carolina foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Em uma resposta rápida, equipes da Polícia Militar, com apoio da CPE e de militares de Campo Limpo de Goiás, conseguiram prender os dois homens poucas horas após o crime. Durante a operação, foram localizadas duas armas de fogo e a motocicleta apontada como utilizada na execução. Conforme os relatos policiais, os autores chegaram a confessar participação no duplo homicídio.

Entretanto, o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, considerou as prisões ilegais por entender que não havia situação de flagrante prevista na legislação. Os homens foram localizados aproximadamente sete horas após o crime, em outro município. Além de determinar a soltura dos autores apontados pela polícia, a Justiça ordenou o encaminhamento do caso ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar para apurar possíveis irregularidades na atuação dos policiais, incluindo relatos de agressões. Dependendo do resultado das apurações, os militares poderão enfrentar responsabilização disciplinar ou criminal.

A decisão ocorre em meio à preocupação da população com a sequência de homicídios e ataques a tiros registrados em Anápolis, alguns deles com possível ligação com disputas entre facções criminosas. O episódio reacende o debate sobre a sensação de impunidade e os desafios enfrentados pela Polícia Militar, que consegue localizar e prender autores apontados por crimes graves, mas vê essas prisões serem posteriormente anuladas pela Justiça. A soltura não significa absolvição, e os dois homens poderão voltar a ser presos mediante nova ordem judicial, caso estejam presentes os requisitos legais.

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