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Anápolis: Protetoras detonam limitações de novo centro animal “Para nós, não serve”:

A inauguração do Centro de Castração e Atendimento Clínico a Pets de Anápolis reacendeu críticas de protetores independentes sobre a falta de atendimento veterinário para animais em situação de abandono ou emergência. O principal questionamento é que a nova estrutura não recebe casos urgentes, como animais atropelados, feridos ou com doenças que exigem atendimento imediato. “Para nós, protetoras independentes, essa clinica não serve. Resgatamos animais muito machucado que não pode ir pra uma fila e esperar. Nem casa eles têm”, relatou uma das protetoras. Outra queixa aponta que a nova unidade não teria resolvido uma das principais demandas apresentadas à Prefeitura. “Continuou igual, sem atendimento pros cachorros de rua, que seria o certo. Sem urgência e emergência para animais atropelados, com doenças, machucados. Para quê isso serve então?”, questionou uma protetora. O centro, localizado no Maracananzinho, oferece consultas veterinárias básicas, castrações mediante agendamento e acompanhamento após as cirurgias até a recuperação anestésica. Não há internação nem atendimento de urgência e emergência. A estrutura foi apresentada pela Prefeitura como uma das medidas de reestruturação da política de proteção animal, após meses de cobranças pela ampliação das castrações e pela oferta de atendimento veterinário público. O serviço prevê cerca de 25 castrações por semana, além de microchipagem dos animais submetidos ao procedimento.

A limitação da unidade ocorre em meio a uma demanda antiga de protetores independentes. Em junho, representantes da causa animal foram à Câmara Municipal cobrar a conclusão da UPA Veterinária, além de castrações e outras políticas públicas. Na ocasião, relataram aumento no abandono e dificuldades para custear o tratamento de animais resgatados. “Uma cidade do tamanho de Anápolis não tem um local para a gente levar os animais. São atropelados, não tem onde levar. Castração, não tem”, disse, na época, a protetora Lurdes Ribeiro. A UPA Veterinária, que começou a ser construída na gestão anterior e chegou a ultrapassar 80% de execução, teve a obra interrompida. Em julho, a Prefeitura confirmou que o prédio será transformado em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), alegando a necessidade de ampliar vagas para crianças na região. A mudança também foi criticada pela vereadora Thaís Souza (Republicanos), defensora do projeto original. De acordo com ela, a estrutura havia sido planejada para reunir serviços como atendimento clínico, castração e acolhimento de animais abandonados e atropelados. Enquanto a antiga proposta previa uma estrutura voltada também para casos clínicos, o centro inaugurado nesta semana tem atendimento condicionado a agendamento.

Acesso

Para utilizar o novo centro, o tutor precisa ser referenciado pelo CRAS e cadastrar o animal digitalmente. O pet deve ter o “RG Animal”, emitido pelo sistema Sinpatinhas, do Governo Federal, e ser registrado no Conecta Anápolis. Após o cadastro, o animal entra em uma fila para consulta e passa por avaliação clínica e hemograma antes da castração. Cada tutor pode cadastrar até dois animais. Para protetores da causa animal e animais errantes, o limite é de seis. A Prefeitura informou que o atendimento será realizado exclusivamente mediante agendamento e que a estrutura não dispõe de serviço de emergência ou internação.

Fonte Diário do Município

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