Individuo preso no sábado (24) sob suspeita de matar Rosiane Silva Santos, de 34 anos, e atear fogo na kitnet onde ela morava, no Setor Central de Anápolis, morreu na noite do mesmo dia dentro de uma cela da Central de Flagrantes da Polícia Civil, na Praça dos Expedicionários. Werison Akelack Pessoa Costa, de 27 anos, foi apresentado na unidade por agentes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) no início da noite, logo após a lavratura do auto de prisão em flagrante. Ele foi autuado por homicídio qualificado e por destruição ou ocultação de cadáver, já que, segundo a investigação, teria colocado fogo no imóvel para encobrir as provas do crime. Por volta das 20h, agentes da Central de Flagrantes perceberam o ocorrido e acionaram o Samu, que confirmou o óbito na própria delegacia. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil (PC) como suicídio. A Central de Flagrantes funciona 24 horas, com delegado e agentes de plantão. Werison estava detido havia poucas horas e chegou à unidade no mesmo dia do crime pelo qual foi preso.
Ainda não se sabe quando ele foi colocado na cela, se estava sozinho nem quanto tempo se passou entre a última vez em que um policial o viu e o momento em que a morte foi percebida. São informações que devem ser esclarecidas pela apuração interna. O delegado plantonista Rafhael Neris Barboza determinou que o caso fosse comunicado à Supervisão de Plantão e à Gerência de Correições e Disciplina da Polícia Civil, a corregedoria da instituição. O procedimento é padrão quando alguém morre sob a guarda do Estado: desde 2016, o Supremo Tribunal Federal entende que o poder público responde pela integridade de quem está preso, inclusive em casos de morte autoprovocada. Rosiane foi encontrada na manhã deste sábado dentro da kitnet, na Avenida Federal, depois que uma testemunha acionou o Corpo de Bombeiros, por volta das 6h17, ao ver uma grande quantidade de fumaça saindo do imóvel. O caso foi tratado inicialmente como morte acidental por queimaduras.
Horas depois, a perícia da Polícia Científica identificou um ferimento profundo no pescoço da vítima e sangue no travesseiro onde ela estava. O delegado Cleiton Lobo, do GIH, afirmou que Rosiane foi morta com um golpe de faca por volta das 4h, cerca de duas horas antes do incêndio, e que o fogo teria sido ateado para encobrir o assassinato. Ela morava sozinha no imóvel. Werison era vizinho dela. O inquérito sobre o assassinato permanece com o GIH de Anápolis. A morte dentro da delegacia passa a ser objeto de apuração própria pela Corregedoria.
















